ORQUIDOPEXIA UNILATERAL NA POPULAÇÃO PEDIÁTRICA NO BRASIL E FATORES ASSOCIADOS COM O MAIOR TEMPO DE INTERNAÇÃO

Autores

  • Emilly Gabriela Castilho Garcia
  • Guilherme Jacobsen
  • João Victor Iiyama Koike
  • Layslly Cristina de Almeida Silva
  • Mariah Norton de Oliveira
  • Thaianny Silva Davim
  • Vitória de Souza Endres
  • Hugo Dias Hoffmann Santos
  • Rosa Maria Elias

DOI:

https://doi.org/10.52908/coorte.v16i16.322

Resumo

Objetivos: apresentar as características sociodemográficas e clínicas e ocorrências das orquidopexias realizadas em crianças no Brasil e os fatores associados com o tempo de internação. Métodos: Pesquisa observacional, utilizando dados do SIH-DATASUS e envolvendo pacientes do sexo masculino até 16 anos, de todas as regiões brasileiras, internados entre janeiro de 2018 e dezembro de 2022. Resultados: O período de maior incidência de cirurgias foi entre os anos de 2008 e 2012 (35,49%), entre crianças com a faixa etária de 0 a 5 anos (55,03%), que residiam na região Sudeste (46,94%). Na maioria dos casos o tempo de permanência hospitalar foi dentro do esperado para o procedimento (84,77%), não houve necessidade de internação em unidade de terapia intensiva (99,85%) e todos os pacientes (100%) evoluíram para alta médica. Observamos uma maior frequência das internações em caráter eletivo (85,53%), com tempo de permanência dentro do esperado (até um dia) para o procedimento (84,77%). As análises de associação mostram diferenças estatísticas na variável desfecho tempo de permanência acima do esperado com um aumento na chance de internação entre crianças com a faixa etária de 0 a 10 anos (OR=2,34), durante o período de 2008 a 2017 (OR=0,68), internação em UTI em caráter de internação de urgência quando comparadas as eletivas (OR=2,67). Conclusões: A orquidopexia apresenta um bom desfecho clínico quando realizada de forma precoce, entretanto, em regiões de desigualdade social e econômica é observado um maior tempo de internação quando comparado com outras regiões do país.

Palavras-Chave: Orquidopexia; Criptorquidismo; Crianças.

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Publicado

12/20/2023

Como Citar

Garcia, E. G. C., Jacobsen, G., Koike, J. V. I., Silva, L. C. de A., Oliveira, M. N. de, Davim, T. S., … Elias, R. M. (2023). ORQUIDOPEXIA UNILATERAL NA POPULAÇÃO PEDIÁTRICA NO BRASIL E FATORES ASSOCIADOS COM O MAIOR TEMPO DE INTERNAÇÃO. COORTE - Revista Científica Do Hospital Santa Rosa, 16(16). https://doi.org/10.52908/coorte.v16i16.322

Edição

Seção

Artigos Originais / Artigos de Revisão