Técnica de Gilbert ou Técnica de Liechtenstein para o tratamento cirúrgico de paciente com hérnia hinguinal primária unilateral

Bernardo Campos Figueiredo, Elson Taveira Adorno Filho, Thales Santana Damante, Bruno de Castro Melo, Carlos Silhorst Barbosa, Douglas Almeida de Oliveira Filho, Cervantes Caporossi

Resumo


Introdução: Hérnia inguinal é uma doença de alta prevalência; não há um padrão ouro para o seu tratamento cirúrgico. A operação tem como objetivo a redução do saco herniário e reforço da parede posterior. O reparo realizado com uso de prótese é amplamente utilizado, com relatos de bons resultados, especialmente em relação à recidiva, independente da composição e do formato do material. Este estudo foi desenhado para comparar o tratamento cirúrgico de hérnia inguinal primária unilateral realizado pela técnica de PHS ou de Liechtenstein, em relação às variáveis de resultado tempo cirúrgico e complicação no pós-operatório precoce.
Métodos: Foram estudados, de modo prospectivo e randomizado, pacientes operados de hérnia inguinal primária unilateral não complicada no período de Janeiro 2009 a Janeiro de 2010, randomizados em dois grupos: Grupo A (n=25) - técnica de Gilbert; e Grupo B (n=25) - técnica de Liechtenstein. Critérios de inclusão: pacientes do sexo masculino, acima de 18 anos, com hérnia inguinal unilateral, massa corpórea <30 Kg/m2, não diabéticos e classes I – II da Sociedade Americana de Anestesiologia. As variáveis estudadas foram: a) idade b) índice de massa corpórea em Kg/m2 c) ASA d) tempo cirúrgico (minutos), e) complicação precoce, f) tempo de acompanhamento (meses) g) complicação tardia. Todos os pacientes foram examinados no ambulatório nas seguintes datas: a - 7º dia de pós-operatório; b - 1º, 3º e 6º mês da operação. O médico responsável pelo acompanhamento pós-operatório não conhecia a técnica utilizada no paciente.
Resultados: As características clínicas dos pacientes eram semelhantes. Os pacientes operados pela técnica de Gilbert tiveram menor tempo cirúrgico que pacientes operados pela técnica de Liechtenstein (57,6±16,65 vs 74,20±24,90; p=0,007). A média de seguimento (meses) foi 21,64(±8,23) no grupo A e 14,68(±5,50) no grupo B (p=0,001). O grupo B apresentou um risco 50% maior de complicações tardias quando comparado com o grupo A (RR 1,5, p=0,5).
Conclusão: apesar de número pequeno de pacientes e tempo de seguimento restrito, o nosso estudo mostra menor duração da operação com a técnica de Gilbert, porém com resultados semelhantes ao da técnica tradicional de Liechtenstein em relação às complicações precoces, tardias e recuperação pós-cirúrgica. Estudos a longo prazo são necessários para avaliar a eficácia das telas em geral, principalmente em relação às taxas de recorrência e inguinodinia no pós operatório.
Descritores: hérnia inguinal, cirurgia geral, tela cirúrgica.


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DOI: http://dx.doi.org/10.52908/coorte.v0i03.23

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Direitos autorais 2016 COORTE - Revista Científica do Hospital Santa Rosa

* e-ISSN:  2358-3622

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*  DOI:  10.52908

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