Fratura de pênis

Valter Torezan Gouvêa Junior, Gabriel de Lion Gouvêa, Cervantes Caporossi

Resumo


Descrito pela primeira vez, em 1925, a fratura de pênis é uma rara emergência
urológica definida como a ruptura traumática da túnica albugínea do corpo cavernoso. Ocorre quase que exclusivamente através do traumatismo fechado do pênis em ereção, sendo que lesões semelhantes podem ocorrer com o pênis
flácido, como nas lesões por arma de fogo, entretanto, estas lesões não configuram fraturas. Durante a ereção, a túnica albugínea torna-se muito delgada e o aumento súbito da pressão dentro do corpo cavernoso, ocasionado pelo trauma, pode provocar a sua ruptura. O principal mecanismo de trauma é o intercurso sexual traumático, usualmente devido à compressão do pênis ereto sobre o períneo ou a sínfise púbica da mulher. Há relatos de fratura peniana durante o sono, quando o indivíduo se deita na posição ventral com o pênis em ereção. Já no Oriente Médio, 70% dos casos estão associados à manipulação forçada, no intuito de ocorrer a detumescência, principalmente durante os atos religiosos. A fratura de pênis tem apresentação clínica típica. O paciente relata ter escutado o som (estalido) gerado pela ruptura do corpo cavernoso, seguido por dor, tumescência peniana imediata, hematoma e edema, causando deformidade peniana. O exame físico é definido como deformidade em berinjela, que consiste na combinação de edema, hematoma e desvio do pênis para o lado oposto ao da fratura. A presença de sintomas urinários deve levantar a suspeita de lesão uretral concomitante, que ocorre em até 1 a 38% de todos os casos.


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DOI: http://dx.doi.org/10.52908/coorte.v0i04.12

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Direitos autorais 2016 COORTE - Revista Científica do Hospital Santa Rosa

* e-ISSN:  2358-3622

*    ISSN: 2178-0544

*  DOI:  10.52908

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